{"id":664,"date":"2015-04-08T13:12:27","date_gmt":"2015-04-08T09:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/armeniancause.net\/?p=664"},"modified":"2015-04-14T13:42:04","modified_gmt":"2015-04-14T09:42:04","slug":"sao-paulo-assembly-april-24-genocide-recognition-and-rememberance-day","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/armeniancause.net\/?p=664","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo Assembly: April 24, Genocide Recognition and Rememberance Day"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">(<a title=\"ALESP institui o Dia do Reconhecimento e Lembran\u00e7a \u00e0s V\u00edtimas do Genoc\u00eddio do Povo Arm\u00eanio\" href=\"http:\/\/estacaoarmenia.com.br\/20989\" target=\"_blank\">Portal Esta\u00e7\u00e3o Arm\u00eania<\/a>) On 08 April, the S\u00e3o Paulo Legislative Assembly unanimously approved a draft law introduced by its member Peter Tobias (PSDB) on the Recognition of the Armenian Genocide and on setting April 24 as Remembrance Day for the victims of that crime.<\/p>\n<figure id=\"attachment_666\" aria-describedby=\"caption-attachment-666\" style=\"width: 179px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Pedro-Tobias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-666\" alt=\"Pedro Tobias\" src=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Pedro-Tobias.jpg\" width=\"179\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Pedro-Tobias.jpg 319w, https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Pedro-Tobias-150x150.jpg 150w, https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Pedro-Tobias-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 179px) 100vw, 179px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-666\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Tobias<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">In the justification part Tobias explains that the killing and forced deportation of hundreds of thousands of Armenians living in the Ottoman Empire, was carried out with the intention of exterminating their cultural presence, economic life and their family environment during the government of so-called Young Turks, from 1915 to 1917.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portal Esta\u00e7\u00e3o Arm\u00eania reminds that in August 2014 had already referred to such an initiative being in progress and congratulates ALESP for it.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Diario-Oficial-Genocide-recognition.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-665\" alt=\"Brasil Sao Paulo Diario Oficial Genocide recognition\" src=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Diario-Oficial-Genocide-recognition-600x522.jpg\" width=\"474\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Diario-Oficial-Genocide-recognition-600x522.jpg 600w, https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Diario-Oficial-Genocide-recognition-300x261.jpg 300w, https:\/\/armeniancause.net\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Brasil-Sao-Paulo-Diario-Oficial-Genocide-recognition.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Below, see the full text of filing:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROJETO DE LEI N\u00ba 1266, DE 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Institui o Dia do Reconhecimento e Lembran\u00e7a \u00e0s V\u00edtimas do Genoc\u00eddio do Povo Arm\u00eanio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO DECRETA:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artigo 1\u00ba \u2013 Fica institu\u00eddo o \u201cDia do Reconhecimento e Lembran\u00e7a \u00e0s Vitimas do Genoc\u00eddio do Povo Arm\u00eanio, a ser comemorado, anualmente, no dia 24 de abril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artigo 2\u00ba \u2013 Esta lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JUSTIFICATIVA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Holocausto arm\u00eanio ou ainda o massacre dos arm\u00eanios \u00e9 como \u00e9 chamada a matan\u00e7a e deporta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de centenas de milhares de pessoas de origem arm\u00eania que vivia no Imp\u00e9rio Otomano, com a inten\u00e7\u00e3o de exterminar sua presen\u00e7a cultural, sua vida econ\u00f4mica e seu ambiente familiar durante o governo dos chamados Jovens Turcos, de 1915 a 1917.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adota-se a data de 24 de abril de 1915 como in\u00edcio do massacre, por ter sido o dia em que dezenas de lideran\u00e7as arm\u00eanias foram presas e massacradas em Istambul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse exterm\u00ednio foi executado de v\u00e1rias formas: um dos m\u00e9todos considerados mais r\u00e1pidos foi inc\u00eandio, com moradores de aldeias reunidos e depois queimados; por afogamentos; por agentes qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos, tais como overdose de morfina, g\u00e1s t\u00f3xico e inocula\u00e7\u00e3o de tifo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe lembrar que em 13 de setembro de 1915, o parlamento otomano aprovou lei tempor\u00e1ria de expropria\u00e7\u00e3o e confisco, afirmando que os bens, como casas, terras, gados etc. pertencentes ao povo arm\u00eanio, seriam confiscados e com a implementa\u00e7\u00e3o de uma lei, denominada Lei Tehcir, o confisco de bens e o massacre de arm\u00eanios se seguiu, sendo que tal promulga\u00e7\u00e3o deixou indignado grande parte do mundo ocidental. Enquanto os aliados do Imp\u00e9rio Otomano na guerra ofereceram pouca resist\u00eancia, uma riqueza de documentos hist\u00f3ricos alem\u00e3es e austr\u00edacos atestam o horror das testemunhas nos assassinatos e fome em massa dos arm\u00eanios. Nos Estados Unidos, o jornal The New York times relatou continuamente sobre o assassinato em massa dos arm\u00eanios, descrevendo o processo como \u201csistem\u00e1tico\u201d, \u201cautorit\u00e1rio\u201d e \u201corganizado pelo governo\u201d, e, posteriormente Theodore Roosevelt caracterizou tal fato como o maior crime da guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os arm\u00eanios foram levados para a cidade s\u00edria de Deir ez-Zor e depois para o deserto em redor e evid\u00eancias sugerem que o governo otomano n\u00e3o forneceu quaisquer instala\u00e7\u00f5es ou suprimentos para sustentar os arm\u00eanios durante a sua deporta\u00e7\u00e3o, nem quando eles chegaram. No m\u00eas de agosto de 1915, o The New York Times reproduziu um relat\u00f3rio que dizia \u201cnas estradas e no rio Eufrates est\u00e3o espalhados os cad\u00e1veres dos exilados, e os que sobrevivem est\u00e3o condenados a uma morte certa. \u00c9 um plano para exterminar todo o povo arm\u00eanio.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tropas otomanas escoltando os arm\u00eanios n\u00e3o s\u00f3 permitiram roubos, estupros e assassinatos, como muitas vezes participaram, elas pr\u00f3prias, de tais atos b\u00e1rbaros, e, privados de seus pertences e marchando para o deserto, centenas de milhares de arm\u00eanios morreram e assim essas marchas ficaram conhecidas como marchas da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante salientar que engenheiros alem\u00e3es e trabalhadores envolvidos na constru\u00e7\u00e3o da estrada de ferro local tamb\u00e9m testemunharam arm\u00eanios sendo amontoados em vag\u00f5es de gado e enviados ao longo da linha f\u00e9rrea. Um representante do Deutsche Bank, que financiou a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia de Bagd\u00e1, chamado Franz Gunther, enviou fotografias para seus diretores expressando sua frustra\u00e7\u00e3o por ter que permanecer em sil\u00eancio ao presenciar uma \u201ccrueldade bestial\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acredita-se que 25 grandes campos de exterm\u00ednio existiram, sob o comando de S\u00fckr\u00fc Kaya, um dos maiores colaboradores de Mehmed Talat, ent\u00e3o Ministro do Interior. A maioria dos campos ficavam localizados pr\u00f3ximos das modernas fronteiras entre Turquia, S\u00edria e Iraque, sendo que alguns foram apenas campos de tr\u00e2nsito tempor\u00e1rios. Outros, como Radjo, Katma e Azaz, podem ter sido usados para valas comuns, sendo que alguns autores afirmam que os campos de Lale, Tefridje, Del-El e AL-Ayn Ra foram constru\u00eddos especificamente \u00e0queles que tinham uma expectativa de vida de apenas alguns dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos documentos existentes h\u00e1 muitos testemunhos, como de uma viajante alem\u00e3 que escutou de uma arm\u00eania, em uma das esta\u00e7\u00f5es do padecimento de um grupo de montanheses arm\u00eanios o seguinte desabafo : por que n\u00e3o nos matam logo? De dia n\u00e3o temos \u00e1gua e nossos filhos choram de sede; pela noite os maometanos v\u00eam a nossos leitos e roubam roupas nossas, violam nossas filhas e mulheres. Quando j\u00e1 n\u00e3o podemos mais caminhar, os soldados nos espancam. Para n\u00e3o serem violentadas, as mulheres se lan\u00e7am \u00e0 \u00e1gua, muitas abra\u00e7ando as crian\u00e7as de peito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acredita-se que cerca de 1,5 milh\u00f5es de arm\u00eanios foram mortos durante o genoc\u00eddio. Como j\u00e1 dissemos acima, muitos morreram assassinados por tropas turcas em campos de concentra\u00e7\u00e3o, queimados, enforcados e at\u00e9 mesmo jogados amarrados no rio Eufrates, mas a maior parte morreu de inani\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os sobreviventes do genoc\u00eddio sa\u00edram do Imp\u00e9rio Otomano e instalaram-se em diversos pa\u00edses \u2013 esse fato \u00e9 conhecido como a di\u00e1spora arm\u00eania \u2013 estima-se que a di\u00e1spora contou com mais de 8 milh\u00f5es de arm\u00eanios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante dizer que o n\u00famero de arm\u00eanios no Brasil, conforme estimativa, chega a 25.000, sendo, em sua maioria, residentes na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Turquia atualmente n\u00e3o reconhece o genoc\u00eddio arm\u00eanio, alegando que esses passaram por uma terr\u00edvel mortalidade e que, na verdade, agiu para defender a soberania nacional, alegando ainda que o n\u00famero de mortes \u00e9 exagerado. A Turquia enfatiza que estudos demogr\u00e1ficos atestam que antes da primeira Guerra Mundial, viviam menos de 1,5 milh\u00f5es de arm\u00eanios em todo o territ\u00f3rio otomano, mas conforme historiadores, mais de 1,5 de arm\u00eanios foram mortos na Arm\u00eania Oriental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do exposto, contamos com o apoio dos nossos nobres pares para aprova\u00e7\u00e3o da presente proposi\u00e7\u00e3o e assim e assim registrar esse lament\u00e1vel fato hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sala das Sess\u00f5es, em 12\/9\/2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) Pedro Tobias \u2013 PSDB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Portal Esta\u00e7\u00e3o Arm\u00eania) On 08 April, the S\u00e3o Paulo Legislative Assembly unanimously approved a draft law introduced by its member Peter Tobias (PSDB) on the Recognition of the Armenian Genocide and on setting April 24 as Remembrance Day for the victims of that crime. 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